Irradiação de Alimentos

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A Conservação de Alimentos por Irradiação de alimentos é utilizada em vários lugares do mundo, principalmente nos países desenvolvidos, aqui no Brasil a ANVISA já aprova a irradiação em quase 40 tipos diferentes de alimentos.

irradiação de alimentos tem a função de diminuir a germinação ou eliminar bactérias que contaminam os alimentos e, diferente do que a maioria da população imagina, a irradiação não altera as propriedades dos alimentos, isso quando também respeitado o limite de dose de radiação para cada alimento.

A tecnologia de irradiação de alimentos é considerada segura ao ambiente e a saúde dos seres humanos, regulada por instituições mundiais como a OMS e a FDA, durante o processo são realizados testes de controle de qualidade e também pesquisas científicas sobre o tema.

Por que Irradiar Alimentos?

No mundo todo existe a perda de alimentos por contaminação de bactérias ou decomposição, em transportes distantes de exportação muitos alimentos são desperdiçados, essas sempre foram questões preocupantes e, o aumento da validade dos alimentos e a possibilidade de exportação para longas distancias é o grande importância de irradiar os alimentos, o prazo do tempo de estocagem de uma fruta, por exemplo, pode aumentar depois de irradiada em até três vezes mais.

Por que a grande polêmica?

Há polêmica quanto à segurança de quem consome produtos conservados por radiação. Apesar de o processo ser considerado seguro para o homem, a carga iônica recebida por uma única fruta pode chegar a 150 milhões de vezes a quantidade necessária para uma única radiografia de tórax.

O grupo ativista Food and Water Watch, defende que a técnica é cara e muitas vezes ineficaz, pois contribuiu para as más condições de higiene da indústria alimentícia e praticamente extingue as propriedades naturais dos alimentos. Somando os efeitos da irradiação ao tempo de armazenamento, proteínas e vitaminas podem ser diminuídas em até 90%. O grupo também acredita que a irradiação pode ter contribuído para o aumento de pessoas com cânceres no mundo.

A professora e pós-doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da USP, Elaine de Azevedo, em seu livro Alimentos Orgânicos – ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social, reafirma: “Essa prática é uma solução muito cara para o problema da segurança sanitária, atuando nos sintomas em detrimento das causas”.

Segundo a pesquisadora, é fundamental uma análise crítica em relação ao uso de irradiação. Alimentos cultivados e consumidos localmente seriam mais eficientes menos custosos, além de oferecer menos perigos. “Até o momento não existem estudos suficientes que garantem sua inocuidade [da radiação iônica] em seres humanos. E, por si só, é suficiente para avaliação da relação risco/benefício”, argumenta.

Por outro lado, a irradiação em alimentos é legal em diversos países do mundo: o processo é considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A opinião é compartilhada pela Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA): para estes órgãos, alimentos irradiados são totalmente livres de substâncias tóxicas e podem ajudar a resolver o problema da falta de alimentos em diversos países.

Nosso coordenador do curso de Radiologia Industrial participou em 2017 de uma entrevista completa sobre o tema. Assista: https://youtu.be/Ip5dv6ugvPw

Fonte: Radiologia Blog e http://www.pensamentoverde.com.br

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